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segunda-feira, 31 de março de 2014

DISCURSO DE FORMATURA

Prezados membros que constituem esta mesa solene.
Prezados formandos dos cursos de Letras, Pedagogia e História.
Prezados pais, cônjuges e convidados.
                    

     Na condição e na feliz responsabilidade de oradora das turmas de 2010.1, sinto-me extremamente honrada por aqui estar representando todos os formandos da escola de educação dos cursos de Letras, Pedagogia e História. Sei que a emoção que sinto é compartilhada por cada um dos formandos aqui presentes.



     Não poderia começar por outra coisa que não fossem os agradecimentos. Agradecemos aos nossos pais, esposos, esposas, filhos, parentes, que ao longo de alguns anos precisaram abrir mão de nossa presença por muitas vezes, contudo,compreenderam a importância de nossas ausências. Agradecemos aos professores que nos acompanharam nessa jornada de formação profissional e que já estão guardados em nossas memórias e nossos corações, alguns pelo jeito engraçado, outros pelo jeitão mais sério, porém cada um com sua marca e seu valor!



     Bem, em 2010, ano em que demos início à graduação, havia muitas expectativas, incertezas e medos que, ao longo dos quatro anos, foram sendo substituídos por aprendizado, experiência, maturidade. Não importa os motivos que nos trouxeram para esse caminho, o que importa é que descobrimos o nosso caminho, um dos vários em que trilhamos nos muitos ciclos de nossas vidas.



     Porém, para chegarmos aqui foi indispensável a presença e a experiência de cada docente. Do primeiro semestre, em que tudo era novidade, empolgação, até o último, em que quase tudo já era conhecido e reconhecido. Em cada aula, cada semestre, um tijolo na construção da nossa formação era acrescentado. Foram muitas experiências partilhadas, muita paciência, muitos incentivos, “puxões de orelha”, incontáveis seminários, fichamentos, relatórios, resenhas, resumos etc etc... que contribuíram, claro, para nossa transformação e mudança até chegarmos aqui.



     Junto aos professores, nesse período, estiveram nosso colegas de turma que, agora no fim do curso, já fazem parte de nossas vidas e muitos são mais que irmãos! Não dá pra imaginar essa empreitada sem as amizades que fizemos. Uma família que não escolhemos, mas aceitamos e crescemos juntos. Foram sorrisos, lágrimas, desabafos, gargalhadas, discussões. Quatro anos de convivência com pessoas tão diferentes de nós e que, mesmo assim, aprendemos a amar porque juntos amadurecemos, mudamos, refletimos, evoluímos. Amamos tanto que até casamento vai sair (Samantha e Jeferson de História).



     Hoje estaremos recebendo o “passaporte” para o mercado de trabalho. Muitos como eu, já estão no exercício da profissão e outros ainda aguardam a oportunidade de colocar em prática o que nos foi ensinado. Entretanto, todos estamos cientes do papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e da sociedade.Por isso, como educadores, e não somente professores, na área que cada um aqui escolheu, há um desafio no trabalho de formação de cidadão. Seja na importante função de formar a base, o alicerce, e preparar os alunos para seguir em frente na jornada educacional, o educador de Pedagogia. Seja para dar ao aluno condições de ampliação do domínio da língua e da linguagem, o educador de Letras. Seja para proporcionar a ampliação, gradativa, d realidade, especialmente confrontando-a e relacionando-a com outras realidades históricas, o educador de História.





     Portanto o que há dentro de mim e acredito que dentro de todos os formandos aqui presentes é a mistura de sentimentos. Sentimento de dever cumprido, de vitória alcançada, de ciclo concluído, mas também a certeza de que novos horizontes nos esperam, com novos desafios, novas dúvidas, novas expectativas, que nos estimularão a continuar e procurar aperfeiçoamento em nossa área docente! Vamos em frente educadores!!!


Natal, 13 de fevereiro de 2014.



domingo, 16 de março de 2014

VOZES

As vozes que ecoam
no silêncio profundo
 de minh'alma
São muitos corações
 em um só
 As vozes gritam
dizem muito
mas do coração não saem
não chegam ao meu senso
pois lá não há lugar.
 Enquanto um é
poliglota de nascimento
 o outro é surdo crônico
 Não se entendem
não falam a mesma língua
ainda que dividindo
 e morando na mesma casa...

domingo, 9 de março de 2014

O QUE SE QUER DE VERDADE?

  Não esperava receber flores e um pedido de namoro no dia seguinte. Não esperava, mas queria!
  Qual mulher, depois de se depilar, hidratar a pele, cuidar dos cabelos, perfurmar o corpo, não espera ser reconhecida como 'a eleita'?
   Depois de se arrumar, escolher a lingerie perfeita, mostrar seu desejo, sua vontade, não espera algo mais?
     O racional pode dizer que não, não há paixão ainda, mas ela não vem com o tempo? Por que não tentar então?
      A vida é feita de tentativas, ajusta-se aqui, aperta-se ali, dá uma pinça acolá, até que vista perfeito o modelo que era só tentativa.  
   Por que ser compreensiva demais, passiva demais, amiga demais? Por que não dizer o que se quer de verdade?
      E o que se quer de verdade?
     Toda mulher quer ser arrebatada por um Homem (com H maiúsculo, sim!), que tenha atitudes que beneficie os dois, e que também seja O cara, o que convida, o que dá o 1o beijo, o que num abraço faz o mundo se tornar pequeno porque grande mesmo é o momento em que estão juntos.
     Mulher de verdade não quer cavalos brancos, quer homens de verdade que parem de olhar pra si próprios como se fossem o centro do universo.
     Mulher de verdade quer um homem de verdade, disposto a estar do lado dela não só na cama, mas na vida.
     Não pode? Não consegue?
    Pena, a vida continua e esperar cansa a beleza.
  Diga o que quer! Se o cara estiver disposto, fica. Se não estiver disposto, tchau e bênção!
    Siga aberta às novas tentativas. Fazer o quê? A vida é assim e nada muda.

Giovannia Elaine